Raiva

Nao sei o que ela carrega nela, mas eu carrego ela mesmo assim. Uma raiva insidiosa, uma raiva que precisa sair, que nao encontra a porta de saìda. Avancei muito nesses ultimos tempos, percorri um caminho dificil mas importante, atingi um novo andar, mas alguma coisa me retém e nao sei o que é. Essa raiva vem daì, essa raiva fala dessa coisa, mas como desenosar e chegar até ela? E como deixar ela sair e se liberar?

Coisas que me circundam hoje: Lilinha que chora, parece estar ficando doente, està chorosa, com dor de cabeça, gato branco que pede atençao, me solicita, Isa que nao dorme quando eu gostaria que ela dormisse, esse dia cinza no video de Delphine em bruxelas, sensaçao de que a energia està pesada, a casa està bagunçada, sensaçao de que hà algo no ar, caminho de compostela no ràdio, passador que me machuca, tenho cede, gurias com nariz entupido, aguardo um email, um resultado de teste de personalidade, leio un guia sobre cores, roupas e casa (espiritualidade envolvida). A espiritualidade me roda nesses ultimos dias. Eh isso que me gera raiva? Raiva do quê? Por que a espiritualidade, o oculto, o que nao se conhece, o que nao se explica, me irrita hoje? Acho que é porque necessita de energia para entender de onde vem, o que quer dizer, por que està aqui, por que as vezes vem e por que as vezes vai, as vezes toma conta, outras vai se embora…

Y a un truc

Je ne sais pas quoi, je ne sais pas dire, je ne sais pas saisir, mais il y a un truc, un truc bien gros, bien grand, bien énorme même qui est tout autours de nous. Le fait d’être aussi grand fait qu’on ne le détecte pas car on ne voit pas un début, ni une fin, aucun visage, pas de forme reconnaissable. Du coup ça « est », tout simplement, c’est comme si c’était part naturelle du décors. Oui, mais non. C’est bien un truc vivant qui évolue, bouge, se transforme, mais qu’on n’arrive pas seul à s’en rendre compte. Il faut plusieurs points de vue, plusieurs à l’observer et à l’analyser, voire les changements, pour pouvoir construire un prototype théorique qui puisse représenter ce truc. Mais pour cela il faut se mettre d’accord qu’il existe et bien. C’est quoi ce truc avec mêmô? Voilà, je ne sais pas dire. Pour moi ça existe à travers une ambiance qui pèse un jour et qui se lâche parfois, une luminosité différente, des paroles qui viennent à travers le discours des autres, des intuitions (?), des choses que dépassent ma conscience du jour, mais qui me font dépasser justement ma conscience ces jours, une sensation de quelque chose, une irritation intense, un sentiment d’être. C’est quoi, c’est quoi? Il y en a qui le voient à travers la crise humaine, d’autres à travers la crise écologique, ou du changement d’ère, de la numérisation, du burnout, de la créativité libérée, une polarisation, des énergies cosmiques, des ruptures dures, du creux, de la fin du capitalisme, de l’extrémisme, du radicalisme, du nationalisme, d’un nouveau monde, de la quatrième dimension, d’une quête de sens, d’un déménagement, des souffrances, de la joie de vivre, l’épanouissement, le printemps, des possibles, de la femme,… Tout a un rapport avec le truc puisqu’il existe et est bien là, sauf que j’ai l’impression qu’on ne va pas tarder à le découvrir, à mettre un mot sur le truc!!!!! Et ça va faire quelque chose 😀 J’adore.

Um ano e muitos passos

Amanha farà 1 ano que Lilinha deu seus primeiros passos sozinha, aprendeu a caminhar. Foi là no Brasil, na casa do vô e da vò, brincando com a prima. Hoje està muito quente aqui na cidade, 32 graus. Fechei os « volets » das janelas pra guardar o frescor mais tempo dentro de casa. Almoçamos, eu e a Lilinha, e fomos para a siesta. Ela estava chorosa, provavelmente cansada, pois acordou cedo. Peguei um livro sobre filhos e fui lendo, enquanto ela conversava com ela mesma. Varias vezes durante esse tempo de estar ali com ela eu tive essa sensaçao « curiosa » de recordaçao que quer vir mas que pàra. Essa recordaçao que quer se apresentar mas que foge ao mesmo tempo. Uma recordaçao do ano passado, provavelmente. Calor, silêncio, janelas fechadas, cheiro de suor, cheiro de melao, leitura, saudade, aproveitar essas infâncias, registrar esses momentos em mim. Uma boa recordaçao, cheia de cor, luz, cheiro, alegria e amor. Me sintia bem, com certeza, e me sinto bem de novo. Uma espècie de contemplaçao e gratitude, algo completamente espiritual. Hà um ano atràs Lilinha tinha 1 ano e eu estava gràvida da Isa. Me lembro das meditaçoes na casa de Jean Marc, me lembro do verde exuberante, me lembro da cara de sapeca da Lilinha, da grama, do barulho do verao. Minha recordaçao nao é de exatamente 1 ano atràs, pois nesse dia de um ano atràs eu estava no Brasil, estava frio e nao é isso que minha alma està lembrando. Acho que està lembrando dos tantos dias do ano passado onde fomos passar a tardinha no jardim, sentadas na grama, observando a vida de fora e sentindo o movimento de dentro. Lembro o quanto olhei praquela menininha de ontem e pensei que ela crescia ràpido, ràpido demais. O quanto desejei guardar preciosamente dentro de mim a recordaçao de todos esses dias, de todo esse sentimento de amor e dessa saudade que jà sentia por ela e que sinto cada vez que paro, respiro e vivo um momento com ela, em plena consciência. Dà essa dor saudosa de saber que jà nao virà mais, jà passou, està passando. Ao mesmo tempo sei que é assim, que a vida é isso, desabrochar, crescer, ganhar forma e altura, sorrir, caminhar, esbravejar, se irritar, perder, passar. Mas  esses momentos de pura beleza, de amor, sao os que a gente nao quer nunca esquecer, quer sempre poder sentir, poder voltar. Hoje voltei, estou voltando nesse lugarzinho que criei ano passado, com pouca consciência, mas com alguma, o que jà é melhor que sem nenhuma. Espero saber criar muitos lugarzinhos assim dentro de mim e dentro das minhas filhas. Ou saber ensinar pra elas como criar esses lugarzinhos e saber voltar, pois é isso que torna a vida vivante.

 

 

Mê mô, c’est quoi? C’est moi!

Mê mô, ma vie c’est un endroit pour mettre en mots ma vie. Je souhaite prendre l’habitude d’écrire mes pensées, mes ressentis, pour mieux les organiser à l’intérieur et à l’extérieur de moi et ainsi pouvoir retracer ma trajectoire, ou retrouver une source de données sur moi même par moi même. J’aime étudier et j’aime la vie, encore plus étudier ma vie. C’est aussi une façon de vider ma tête de mes pensées et de mes analyses. C’est en analysant et en trouvant des explications à mes vécus que je me sens vivante. J’analyse et c’est comme ça que je suis, que j’existe, que je vis le mieux ma vie. J’ai passé beaucoup de temps à me dire qu’il y avait un truc qui clochait chez moi et à analyser le pourquoi de tout analyser. Les autres ne semblaient pas analyser la vie alors que moi oui, tout le temps, et cela me gênait, mais ne me gêne plus.  C’est en étant comme je suis que je suis la meilleure version que je puisse être de ce que je suis.

Je ne suis pas française et mon but n’est pas d’écrire en beau français. Mon but est d’écrire. Aujourd’hui c’est mon premier post et je le fait pour moi, pour marquer une étape dans ma vie, pour instaurer et pour installer un repère personnel dans mon univers particulier et, ainsi, dans l’infini autour de moi.

Toi, je t’embrasse fort!

Ser assim, assim

Esse é o meu primeiro post. Decidi agorinha, lavando a louça, que criaria un blog. Nao demorou mais de 7 minutos! Quer saber porque resolvi crià-lo? Para escrever o que me passa pela cabeça e para encontrar o que escrevi sobre o que me passa pela cabeça. Sou do tipo a analisar, todo o tempo. Passo o tempo a analisar o meu mundo, a analisar minha vida, a apreender de uma situaçao, de uma atitude minha ou de alguém, um ensinamento, um indìcio, uma causa, uma explicaçao a algo, uma modificaçao de mim mesma. Quem funciona mais ou menos assim sabe que uma hora, nem tao longe, a gente faz a volta na questao, encontra possibilidades que precisariam ser confirmadas para serem validadas e acaba com hipòteses téoricas mas sem uma explicaçao concreta à questao inicial. Sem saber qual hipotese é a mais correta as vezes a gente acha que essa maneira de ser é ineficaz e inapropriada, sobretudo quando nos comparamos com outras pessoas que nao funcionam como a  gente. Achamos que somos muito estranhos e que a vida seria muito mais tranquila se mudàssemos a maneira de ser, pois os outros nao parecem esquentar tanto a cabeça. Eh, poderia ser, mas eu acho que nao! Usando a maneira de sermos o que somos é que podemos ser o melhor do que podemos ser. Eh assim que somos o que somos e é assim que poderemos ser o que seremos. O outro, que nao funciona assim, serà o melhor dele mesmo sendo como ele é e nao sendo como eu sou (e vice versa).

Enfim… nao sei se existe uma construçao inicial em nossas vidas que determina se funcionaremos de uma ou de outra maneira, como uma peça de lego que quando colocada là na base do nosso prédio faz com que sejamos assim ou assado. Mas em todo caso, quando exercitamos um mecanismo desde a infância e que o utilisamos muito, bastantao mesmo, acabamos nos tornando bons nisso. Eh uma hipòtese 😉

O que queria dizer nesse artigo é que analiso a vida, analiso o mundo ao meu redor, tento encontrar uma resposta que explique as coisas que vivo e isso me torna viva. Porém, muitas vezes fico cheia de hipòteses e sem uma explicaçao concreta às minhas questoes. Acabo me dizendo que deveria parar de analisar pois analisar nao tràs automaticamente a compreensao de uma situaçao. E nao tràs mesmo! Analisar gera hipoteses e tendo gerado hipoteses estaremos mais ou menos prontos para percorrer uma situaçao numa direçao ou noutra, até chegarmos a uma explicaçao.

E o que esse blog tem a ver com isso? Eh que a vida me faz turbinar, analisar, pesquisar, tentar entender e gerar hipoteses. E como nao anotei nada, tudo fica vago visto de fora e confuso visto de dentro. Escrever organiza o fruto do funcionamento e permete mais clareza. Se nao fica mais claro ao menos ganha uma forma. Pensamento nao escrito fica na dimensao subjetiva e quando passa pela escrita ganha matéria.

Voilà, c’est tout pour aujourd’hui.

Meu teclado nao faz acentos nem tils corretamente, c’est dommage! Mais je n’ai pas envie de me pencher sur cette question pratique pour l’instant. Mon but c’est d’écrire, faire ce premier pas d’écrire. Le reste ce n’est absolument pas une priorité tout de suite.

Bisous.